sábado, 21 de julho de 2012


O Curso, forma profissionais para atuar na docência da educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental e disciplinas de formação pedagógica no ensino médio. Esses profissionais poderão também atuar na organização e gestão de sistemas de ensino e projetos educacionais, bem como em pesquisas no campo educacional.
Este Curso possibilita aos seus profissionais desenvolver atividades em campos emergentes, tais como: novas tecnologias aplicadas ao ensino, atendimento a pessoas com necessidades especiais, educação ambiental, educação infantil e educação de jovens e adultos.
E o melhor de tudo para quem gosta de criança e se interessa em seu desenvolvimento, concerteza não pensa duas vezes em começar a estudar Pedagogia.

Eu fiz o teste porque não tinha outra escolha, mas vou contar para vocês estou amando.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

                                            Quase
                        (Texto adaptado de Sarah Westphal )
 
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
 
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
 
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã. Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo. Esperamos demais para dizer as palavras de perdão que devem ser ditas, para por de lado os rancores que devem ser expulsos, para expressar gratidão, para dar ânimo, para oferecer consolo. Esperamos demais para ser pais dos nossos filhos pequenos,esquecendo quão curto é o tempo em que eles são pequenos,quão depressa a vida os faz crescer e ir embora. Deus também está esperando, esperando nós pararmos de esperar. Esperando nós começarmos a fazer agora tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados

A você jovem que ainda não se deu conta que o melhor da vida não esta apenas nas, festas, nas farras com os amigos, o melhor da vida, há o melhor da vida esta na certeza de precisar e poder contar com alguém, uma pessoa? Não... várias pessoas. O melhor da vida esta naqueles momentos que você perdeu com medo de tentar, naquela vez que você ouviu alguém falar bem de você. O melhor da vida mesmo é saber vive-la como ela realmente é... Pare e pense no que você deixou de fazer hoje, não deixe que o QUASE tome de conta da sua vida...

Seja feliz...


sábado, 7 de julho de 2012

                              Tarefa Avaliativa

1. Quais os fatores que influenciaram o desenvolvimento? Caracterize cada um deles.
 HEREDITARIEDADE: A carga genética estabelece o potencial do individuo, que pode ou não desenvolver-se. A inteligência pode desenvolver-se de acordo com as condições do meio em que se encontra.
 CRESCIMENTO ORGÂNICO: refere-se ao aspecto física-altura e estabilização do esqueleto, que permitem comportamentos e um domínio do mundo antes não existente,
 MATURAÇÃO NEUROFISIOLOGICA: É o que torna possível determinado padrão de comportamento.
 MEIO: O conjunto de influencias e estimulações ambientais que altera os padrões de comportamento do individuo.

2. Na visão inatista, como surgem características humanas e qual o papel da educação e do ensino na formação do individuo?
Na visão dos inatistas, as características humanas surgem por meio dos aspectos corporais e neurológicos, fundamentados no caráter organicista. Cada criança vem ao mundo com numerosas potencialidades: constituição física, capacidade de adaptação e sensibilidade nível da atividade geral, etc. Algumas dessas características começam a se desenvolver logo no inicio da vida, outras ficam latentes e só se manifestam alguns anos depois.
A educação pouco ou quase nada altera as determinações inatas, o processo de ensino só podem se realizar na medida em que a criança estiver pronta, madura para efetivar determinada aprendizagem. Esse paradigma promove uma expectativa significativamente limitada do papel da educação para o desenvolvimento individual na medida em uqe considera o desempenho do aluno fruto de suas capacidades inatas.

                                    PESQUISE

1. Como o comportamento respondente pode ser condicionado? Dê exemplo.
Eliciar o organismo a responder a estímulos que antes não respondia. Um cão, ao ver e cheirar um pedaço de carne começa a salivar. Se tocarmos uma campainha e mostrarmos a carne junto à mesma, o cão, ao olhar em direção ao estímulo sonoro, fará a associação do som à comida. Repetida a ação várias vezes, o cão passará a salivar apenas ao ouvir a campainha.
2. O que é comportamento operante? Dê exemplo.
Comportamento operante é aquele que tem efeito sobre ou faz algo ao mundo em redor, operando direta ou indiretamente. A ação de falar, por exemplo, em que o movimento muscular é voluntário, ocorre em função de uma necessidade a ser preenchida e executada: comunicar ou expressar.

3. O que é reforço? Dê exemplos.
O reforço é toda conseqüência que, segundo uma resposta, altera a probabilidade futura de ocorrência dessa resposta. Eles podem ser positivos (que atuam no aumento dessa probabilidade) ou negativos (que atenuam ou removem a probabilidade). Dar alimento a um cachorro que busca a bolinha lançada e a traz de volta é um exemplo de reforço positivo. Um doente que toma analgésicos para evitar sentir dor é um exemplo de reforço negativo.



FONTES:

http://dc391.4shared.com

http://www.eps.ufsc.br

http://www.trabalhosfeitos.com

terça-feira, 26 de junho de 2012

A Psicologia do Desenvolvimento


                                                                                                            (Imagem ilustrativa)

Estuda o desenvolvimento do ser humano em todo os seus aspectos:

•Físico – Motor;


•Intelectual;


•Afetivo – Emocional;


•Social;


Desde o nascimento até a idade adulta, isto é, a idade em que todo estes aspectos atingem o seu mais completo grau de maturidade e estabilidade.



                                                    O Desenvolvimento humano



Refere-se as desenvolvimento e ao crescimento orgânico. O desenvolvimento mental é uma construção continua, que se caracteriza pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais.


                                 Qual a importância do Desenvolvimento Humano?

Estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma faixa etária, permitindo-nos reconhecer as individualidades, o que nos torna mais aptos para a observação e interpretação dos comportamentos. É descobrir que ele é determinado pela interação de vários fatores: São eles:



Hereditariedade – A carga genética estabelecer o potencial de individual, que pode ou não desenvolver-se. A inteligência pode desenvolver-se aquém ou alem do potencia, dependendo das condições do meio que encontra.



Crescimento orgânico – Refere-se ao aspecto físico. O aumento de altura e a estabilização do esqueleto permitem ao individuo comportamento e um domínio do mund0o que antes não existiam.



Maturação neurofisiológica – É o que torna possível determinado padrão de comportamento. Ex. A alfabetização das Crianças, como elas seguram os objetos.


Meio – O conjunto de influência e estimulações ambientais altera os padrões de comportamento do individuo.


O desenvolvimento humano, para efeito de estudo, tem sido abordado a partir de quatro aspectos básicos.



Aspecto físico – motor – Refere as crescimento orgânico, à maturação neurofisiológica, à capacidade de manipulação de objetos e de exercícios do próprio corpo. Ex. A criança levaria chupeta a boca.



Aspecto intelectual – É a capacidade de pensamento, raciocínio. Ex. a criança de 2 anos que um cabo de vassoura para puxar um brinquedo que está em baixo de um móvel.



Aspecto Afetivo – Emocional – É o modo particular de o individuo integrar as suas experiências. É o sentir como organizar seus sentimentos. Ex. Quando ficamos envergonhados com algum sentimento. Etc.

Aspecto Social – É a maneira como o individuo reage diante das situações que envolvem outras pessoas. Ex. em um grupo de crianças, no parque, é possível observar alguma que espontaneamente busca outras para brincar.



Todas as teorias do desenvolvimento humanas parte do pressuposto de que esses quatro aspectos são indissociados, mas elas também podem enfatizar aspectos diferentes, isto é, estudar o desenvolvimento global a partir da ênfase em um dos aspectos. Jean Piaget enfatiza o desenvolvimento intelectual.



Segundo Jean Piaget a teoria do desenvolvimento humano divide de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento, o que por sua vez interfere no desenvolvimento global.




1º Período: Sensório – motor (0 a 2 anos)




Neste período, a criança conquista, através da percepção e dos movimentos, todo o universo que a cerca. Por volta dos 5 meses, a criança consegue coordenar os movimentos das mãos e olhos e epgar objetos, aumentando sua capacidade de adquirir hábitos novos. No final do período, a criança é capaz de um instrumento como meio para atingir um objeto.




2º Período: Pré – operador


Neste período, o que de mais importância acontece é o aparecimento da linguagem, que irá acorrentar modificações nos aspectos intelectual afetivo e social da criança. Ainda neste período há também o desenvolvimento do pensamento que acelera. É um pensamento adaptado ao outro a ao real.



No aspecto afetivo surgem os sentimento interidividuais, sendo que um dos mais relevantes é o respeito que a criança nutre pelo indivíduos que julga superiores a ela.



3º Período: Operações Concretas (7 a 11 ou 12 anos)



O desenvolvimento mental, caracterizado no período anterior pelo egocentrismo intelectual e social, é superado este período pelo inicio da construção lógica, isto é, a capacidade da criança de estabelecer relações que permitam a coordenação de pontos de vista diferentes. No plano afetivo, isto significa que os outros, de trabalhar em grupo e, ao mesmo tempo, de Ter autonomia pessoal.



4º Período: Operações Formais (11 ou 12 anos em diante)



Neste período, ocorre a passagem do pensamento concreto para o pensamento formal, abstrato, isto é, o adolescente realiza as operações no plano das idéias, sem necessitar de manipulação ou referencias concretas, como no período anterior.



No aspectos afetivos, o adolescente vive em conflitos. Deseja libertar-se do adulto, mas ainda depende dele.



O adolescente Segundo Piaget



A meta de Piaget, e o que fornece coerência à sua sistematização, é a busca do mecanismo que poderia explicar o conhecimento e sua construção gradativa, ao logo da vida do indivíduo.


O dado inicial que está na base de todo o futuro desenvolvido á a realidade biológica, o ser humano como um organismo que procura adaptar-se ao mundo para sobreviver. “organismo – ambiente – interação – realidade biológica”.

Desde as primeiras trocas com a realidade exterior, o organismo mostrar-se equipado com alguns instrumentos que recebe como herdeiro de sua espécie.


Segundo Piaget existem dois grandes fatores hereditários que podem contribuir para o desenvolvimento:

1º Identificação pelo transmissão hereditária de estruturas físicas, como o sistema nervoso e os órgãos sensoriais. Neste grupo, estão também incluídos os comportamentos de reação automática como os reflexos.


2º Segundo grupo de fatores hereditários não compreendem a transmissão de algo específico, mas sim, o legado do próprio funcionamento. Para Piaget, todas as espécies herda duas tendências básicas: a adaptação e organização, também chamadas de “funções invariantes”


A equilibração é pois, um processo continuo que permite a adaptação do organismo ao meio.


São duas atividades opostas nas inseparáveis, reguladas pela equilibração: a assimilação e a acomodação.

Assimilação acontece quando o organismo incorpora ou adota estimulo que não passam a fazer parte de suas características estruturais e funcionais.


A atividades complementar assimilação é a acomodação que se realiza quando os estímulos ambientais exigem mudanças estruturais do organismo a fim de serem incorporados.


A assimilação envolve o relacionamento da pessoa com o ambiente em termos de suas estruturas, enquanto a acomodação compreende as transformações de suas estruturas em resposta ao ambiente.
A assimilação e a acomodação são mantidas em equilíbrio dinâmico por meio da atividades auto-reguladora do organismo ou seja, do equilíbrio.

O desequilíbrio ocorre quando um organismo não dispõe de estruturas de conhecimento a um nível que permita a assimilação direta de um evento.

Do ponto de vista biológico… a organização é inseparável da adaptação: são dois processos complementares de um mecanismo único sendo o primeiro aspecto interno do ciclo, do qual a adaptação constitui o aspecto exterior.
A organização nos seres vivos depende, do inicio das estruturas físicas hereditárias que como dissemos, estabelecer possibilidades e limitações, definem formas e níveis de reação do organismo aos estímulos exteriores.
A organização é uma função invariante de todos os seres vivos e se refere a tendência dos organismos coordenaram as estruturas em um sistema necessário à sobrevivência.
A inteligência não apareceu de modo algum, num determinado momento de desenvolvimento do mental como um mecanismo inteiramente montado em todas as suas peças, e radicalmente distinto dos que o procederam. Pelo contrário, apresenta uma notável continuidade com os processo adquiridos ou mesmo provenientes da associação habitual e do reflexo, processo esse em que a inteligência se baseia, ao mesmo tempo que os utiliza.
A assimilação generalizadora refere-se a aplicação do reflexo a objetos cada vez mais variados.
A assimilação recognitiva, por sua vez revela uma discriminação dos objetos de sua ação, levando ainda um reconhecimento prático e motor, pois, não há no recém-nascido diferenciação entre i seu universo e o externo, e nem o conceito do objeto permanente.


FONTE: http://www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/a-psicologia-do-desenvolvimento/

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Fundamentos Históricos Epistemológicos da Prática Docente no Ensino Superior

 

INTRODUÇÃO

Segundo o dicionário Aurélio, Ferreira,  a Epistemologia significa “Estudo crítico dos princípios, hipóteses e resultados das ciências já constituídas; teoria da ciência.”. O conceito para educação no ensino e aprendizagem apresenta modelos terminológicos para definir a prática pedagógica e suas implicações.
A educação segue as convenções sociais, quando se estrutura na prática no ensino e aprendizagem que respondam as exigências sociais, políticas e econômicas, segundo as relações de classes e interesses, o que vem a sustentar em parte a prática do paradigma pedagógico, como definido por Becker, sob as circunstâncias de uma determinada sociedade econômica, política histórica.
Sobre os modelos pedagógicos, algumas observações e práticas aderidas como princípios norteadores epistemológicos respondem por convenções determinadas da sociedade. Conceitos e diretrizes como programas norteadores da educação tiveram suas características, sejam elas empíricas, ou tradicional tal como Becker² cita Paulo Freire na “Pedagogia do oprimido”.
Assim como posto pela escola Behaviorista tecnicista que retém a nossa liberdade até na expressão quando, em verdade, não podemos ser comparados a meros animais movidos por salivas e reações automáticas, e sim somos os únicos entre os animais que pensamos em nossos objetivos e metas, que criamos, desenvolvemos e modificamos o nosso ambiente.
Segundo o cientificismo behaviorista, o sistema de recompensas segue na continuidade do estimulo a uma resposta, bem como a ausência das condições ofertadas, quando não há interesse do processo em continuidade e até a punição para atingir os objetivos sobre os resultados. Alguns crêem que motivar os alunos a aprender mais deve dar condições satisfatórias e também sobre os cenários do ambiente, notas, diplomas que são como única expectativa entre outras compensações sociais e monetárias como estímulos.
Segundo a escola Behaviorista, o ser humano é manipulado, condicionado, corrompido para aprender, sendo induzido a uma escolha alheia até mesmo à sua inteligência. Kohn é um dos mais brilhantes críticos a essa análise, em outras palavras, o autor defende a falta da crítica avaliativa que cancela o fato de que somos nós os criadores, os pensantes críticos de nosso ir e vir.
As escolas sustentam as práticas das relações históricas e epistemológicas das exigências sociais, tais como: A Empirista/tradicional, Inatista/Escola nova, Empirista/psicologia, Behaviorista/tecnicista, Relacional/construtivista, Relação/dialética.
1. As concepções epistemológicas e suas implicações na prática pedagógica do professor no Ensino Superior
Os paradigmas epistemológicos da educação tiveram na sua prática em sala de aula questionada criticamente pela sociologia da educação.
Os pressupostos epistemológicos apresentados por Becker são modelos que exemplifica a pedagogia diretiva e não- diretiva. Na diretiva, o professor é o donatário, o monólogo do discurso de transmitir e os alunos obrigados a copiar, recebendo e respondendo tudo dentro da ordem do professor.
Dado ao empirismo de que o sujeito é uma tábua rasa e sendo assim, é necessário que o professor preencha esse espaço vazio. Esse tipo de proposta de autoritarismo mata a criatividade e o talento que pode estar dentro do sujeito. Se a crítica exigida no plano para o desenvolvimento de cidadania, requer uma contribuição social, a qual não é edificada na filosofia tal como deveria, por exemplo, de que o sujeito é moldado e lançado na sociedade que aceita tudo, essa condição é behaviorista, ou seja, sendo obediente o aluno receberá a oportunidade.
Já para a pedagogia não-diretiva o professor é facilitador do aluno, ele trabalha a atividade  para que o aluno esteja pronto para aprender, esta proposta libera o aluno para explorar por conta própria o seu conhecimento, sendo o professor apenas um orientador. Tido como a priorista, dê a priori, quando o aluno está pronto para aprender.
Ao que parece, esse tipo de pedagogia é uma forma do Estado ordenar e manter a classe dominante no poder e desmoralizar os operários. A escamoteação, que parece subliminar um tipo epistêmico de pedagogia facilitadora, entorpece a consciência do professor com relação a sua prática.
Já na pedagogia relacional, o aluno aprende, vivenciando as problemáticas ao manipular o objeto, assimilando cognitivamente e, por fim, passa a ter ligação com objeto refletindo ao seu significado. Esse tipo de modelo tem o sujeito para objeto e o objeto para o sujeito. Assim como citado pôr Becker (2007), a relação social e a bagagem hereditária provam ou anulam a idéia da tábua rasa.
As relações sociais implicam nova estrutura de aprender, pois impacta com a novidade e com isso coordena suas sanções. Há, portanto, uma colisão de conhecimento na sala entre os alunos e professor como um todo, introduzindo e exteriorizando novos fatores.
1.1. Concepção Epistemológica Behaviorista e a prática docente
Para descrever o papel dos experimentos de Skinner, sob as Teorias Behavioristas, é necessário detalhar os seus experimentos, os quais até hoje são realizados em laboratórios de psicologia, como descreve Alfie Kohn (1998).  A gaiola de Skinner é uma caixa retangular, à prova de luz e de som, que contém um orifício para a entrada de água, uma bandeja e uma barra horizontal. Do lado de fora há um depósito de bolinhas de alimentos e, quando a barra é tocada, o alimento desce e o rato come. Tem também o registro para saber quantas vezes o rato comeu ou mexeu a barra.
O condicionamento consiste em que o rato irá se acostumar com o ambiente e com a situação ofertada. Esse processo de Skinner se difere das respostas do clássico condicionamento de Pavlov, o qual reconhece dois tipos de condicionamentos: o respondente de Pavlov e o operante de Skinner. Tais eventos há produtos positivos e negativos. Esse condicionamento operante é, contudo, dado como recompensa quando queremos que ele tenha certas reações esperadas.
Skinner fez um método didático conhecido como instrução programada ou aprendizagem programada, o qual faz com que o aluno estude sem a intervenção do professor, como descrito por Kohn (1998). Essa característica de ensino é dada em pequenas partes onde, por meio dos exercícios propostos como “reforço”, o aluno determina a sua resposta na aprendizagem.
Crítica às Recompensas
Na escola Behaviorista, o ser humano é manipulado, condicionado, corrompido para aprender, sendo induzido a uma escolha alheia até mesmo à sua inteligência. Kohn é um dos mais brilhantes críticos a essa análise. Em outras palavras, o autor defende a falta da crítica avaliativa que cancela o fato de que somos nós os criadores, os pensantes críticos de nosso ir e vir. Retemos a nossa liberdade até na expressão quando, em verdade, não podemos ser comparados a meros animais movidos por salivas e reações automáticas, e sim somos os únicos entre os animais que pensamos em objetivos e metas, que criamos, desenvolvemos, modificamos nosso ambiente.
O cientificismo behaviorista, o sistema de recompensas segue na continuidade do estímulo a uma resposta, bem como a ausência das condições ofertadas, quando não há interesse do processo em continuidade e até a punição para atingir os objetivos sobre os resultados. Alguns crêem que motivar os alunos a aprender mais deva ser pelas condições satisfatórias e também sobre os cenários do ambiente, notas, diplomas, que se fazem como única expectativa entre outras compensações sociais e monetárias, que vão se somando como referencias de estímulos.
Se bem observado, o homem pode, por ingenuidade ou falta de informação, e formação moral tradicional (entre outros motivos), se deixar influir. Porém, sendo portador de liberdade e raciocínio, ele irá optar e se decidir por aquilo que considera conveniente. Entre os motivos que induzem o aluno a uma resposta, está o sistema de recompensa, que alguns autores chamam de manutenção de pessoas, que exige uma série de cuidados especiais, entre os quais sobressaem notas, currículos, diplomas, ou simplesmente passar de ano, quando este faz a pergunta: Porque tenho de aprender isso? Eis a resposta: Para passar de ano!
É preciso compreender o estado antecessor da formação dos nossos discentes universitários, assim como atesta Lowman (2004, p.138) “O que provavelmente conhecemos sobre a aprendizagem humana”. O primeiro fato da diversidade se deve pela idade, quando alguns retornam aos estudos, e que cada um vem com a sua história social econômica e cultural, tributos da sua formação familiar, e ai a conduta.
A bagagem recebida na escola de base foi behaviorista tradicional empirista ou tecnicista, essa mesma cultura estar impregnada na sociedade produtiva, que advém a complexidade do fato, sobre a posse do diploma como repertório do status social.
Não pode haver mudança do paradigma pedagógico sem compreender esse alicerce do comportamento, por que serão bonzinhos, bem comportados, fazem as tarefas corretamente, estudar ou colar, pagar para alguém fazer, tudo para ter a nota e passar de ano ou concluir o curso; e assim fica calado para não causar enfrentamento com o professor. Essa é a prática cultural behaviorista impregnado no costume social, nada pergunta e em nada participa ou se participa é para agradar o professor, em nada questiona, não fazem provocações científicas, não faz conexões com outras fontes além do conteúdo para mostrar interesse pela matéria;  somente a ação de sentar, ficar calado, receber a transmissão e visualizar o cenário obediente.
É certo que se o fizer irá causar constrangimento para o professor, que mesmo sabendo sobre as epistemologias e suas práticas, e até advogando os atuais paradigmas educacionais, apenas se maquiam, mas a prática de emitir e receber ou estar em expectativa sobre este comportamento ainda será o mesmo, não muda. Uma cultura não muda rapidamente sem que haja um auto-reconhecimento do fato sobre si mesmo. Ter atitude oposta a Epistemologia behaviorista/empirista/tecnicista na prática dentro da sala de aula, quer como professor-aluno, ou aluno-professor, haverá conflito e a resposta será a exclusão do mesmo sobre o núcleo social da sala, quer professor-aluno ou aluno -a- alunos.
1.2. Concepção Epistemológica Racionalista e a prática docente
A concepção Epistemológica Racionalista como prática docente segue alguns princípios que reconhecemos quando o conhecimento é racional e isso se difere do vulgar, “Senso comum”; o racional é dado pelo discurso da lógica que se satisfaz em base empírica e/ou científica.
A ciência como racionalidade é o resultado da crítica com debate sobre a discussão da razão lógica. Sendo ainda hipotético – dedutivo, ela vai além e se abre as novas perspectivas ainda para serem descobertas, não se fecha como descrito por Peluso. O falseamento por meio de experiências empíricas pode afetar a teoria racional, com isso, deve considerar como método racional, obrigatoriamente e eliminar hipótese falsa para resolver problemas.
A metodologia convencional são regras da lógica racional cujas atribuições se fazem pelos pressupostos definidos a caráter cultural, pelos valores e crenças que elimina a vontade humana, são atribuições aprovadas e destituídas de opiniões voluntariosas. A irracionalidade parte pelo princípio do belo e das paixões humanas, já para o racionalista como forma defende o projeto na dimensão da ciência enquanto razão.
O racionalismo defende a sua tese abrigada no controle social, e no equilíbrio da razão que não fere a questão moral e libertária do irracionalismo.
Estes conceitos epistemológicos como parte da prática educacional faz o discurso baseado na crença da lógica, do utilitário, dados sobre o controle exato das ciências como parte social em todos seus aspectos físico/químico/legal etc.
O curioso da critica avaliativa do racionalismo é descobrir a teoria falsa hipoteticamente como ações meramente especulativa, quando  se definem pela ausência de evidência, de que não seja falso, pelo teste gerado a falseabilidade exclui os seu pressupostos, assim o racionalismo se conclui.
1.3. Concepção Epistemológica Relacional e a prática docente
É a relação do sujeito sobre objeto e os significados que chega do objeto para o sujeito. Para Becker  a visão do Sujeito no objeto tem inúmeros significados que devem ser coordenado, experimentado, elucidado e descoberto pelo sujeito através de atividades com provocações e respostas, devendo ser questionados no máximo, em cada uma destas descobertas e achados.
Uma ciência explicativa, cujo objeto tem inúmeros significados e conexões. Pode haver exemplos, ilustrações vivenciadas, interpretada pelo sujeito, seja pela cultura, que seria a linguagem sobre a sua bagagem histórica, sejam ainda relacionadas à ciência da natureza e as suas diversas complexidades, da química usada popularmente e reconhecida, da física e as suas relações nos impactos ambientes.
O ensino e a pesquisa estão  relacionados na prática, como declara Tardif; ao contrário como alega algumas correntes quanto a dificuldade de associar a pesquisa para o ensino, a relação do profissional com o professor pesquisador instiga as capacidades existentes . Essa verdade construída é enraizada na história dos homens que a produziram, marcada pelas necessidades que esses homens tiveram de conhecer, de discernir, de explicar, de entender o seu próprio mundo, de resolver problemas ligados à sua existência.
Essa ligação da produção do conhecimento às necessidades humanas, sociais, fez-se tanto para a aplicação às soluções dos problemas imediatos como em resposta as indagações e as motivações mais amplas, não imediatas. Em ambos os casos são necessidades reais, concretas, respondendo aos desafios que é a relação da prática vivenciada, observada, manipulada, para então se concretizar.
O professor pesquisador e a relação do ensino e aprendizagem procuram, na investigação, responder pelos problemas existentes na aprendizagem. Para que ocorra, ele olha o objeto, as formas de identificar, de refletir as relações com a existência e funções tanto do objeto quanto sobre as subjetividades e suas relações comportamentais em meio à sociedade política e práticas do cotidiano vivenciado. Atividades físicas/ambientais, dados e referências próximas reconhecidas pelos discentes é uma descoberta, mesmo que sempre esteve ao lado, mas nunca havia visto, e é um espanto a descoberta desse aprendizado.
Heráclito afirma que é impossível conhecer os confins da alma; maravilha-se ao pressentir os insondáveis abismos dela, mas proclama que há um bem supremo e comum a todos os homens, além das diferenças individuais e que este bem é o logos. Heráclito legou a imagem que esclarece os liames da alma e do corpo: semelhante a uma aranha que se move de um ponto ao outro na teia onde uma mosca se prendeu, a alma se concentra inteira no membro ferido. É ao grande dialético que devemos a afirmação otimista de que “todos os homens estão em condições de se conhecer  e pensar segundo as leis da razão (GOULIANE, 1969:36)
O homem investiga o cenário em sua volta com olhar abstrato de significados para si próprio, assim formula a sua crítica externada de opiniões, ou internaliza as reflexões. Reconhecemos o desenvolvimento quer do caráter do cidadão ou as suas capacidades colaborativas a sociedade, como nos remete a filosofia educativa, compreendendo as suas relações de ensinar e aprender.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As termologias da Epistemologia na educação servem para analisar as práticas pedagógicas, tanto no contexto histórico social, como no exercício das atividades docentes nas implicações presentes na sociedade atual existente.
Considerar a prática docente, coloca em xeque a grande complexidade com relação à responsabilidade de estar formando profissionais competentes ou não, como nos trás Tardif  . A máxima importância de relacionar a Epistemologia científica para a educação no seu contexto histórico e social são as respostas destes estudos elaborados até o momento que irão nos ajudar a considerar a prática didática no exercício das atividades docentes em sala de aula.
Podemos considerar nas explicações do Professor Becker sobre a crítica das concepções ora existentes e suas fases de implicações históricas, bem como ainda a definição sobre os caminhos da nossa prática, quais sejam, de se construir baseado na premissa das descobertas e a sua totalidade, como atividade, pesquisa e de se questionar tanto a validade da resposta quanto ainda de se aprofundar no mais fundo desta ciência, até onde sejamos capazes de chegar. Motivar a pesquisa, a relação do sujeito sobre o objeto a ser pesquisado, criar a relação professor aluno, não apenas na motivação, mas como exemplo de investigação e precisão nas respostas.
Refletir o papel enquanto docente é considerar esta tarefa de grande responsabilidade sobre o sujeito enquanto discente para ser o profissional almejado e edificado para a sociedade é um legado a ser considerado de máxima importância para a prática como resultado, mais comprometida com a ética profissional com a praxe dos fundamentos Epistemológicos doutrinados de ideologia e jamais de oportunismo. Sobre esta questão nos remete o grande erro histórico já concebido nos planos educacionais, que foi segmentar a estratificação social sem o decoro das virtudes mais elementares da cidadania.

FONTE:  http://www.qir.com.br/?p=3764

domingo, 15 de abril de 2012

1. Formar o Professor Reflexivo é fundamental no mundo de hoje? Por quê?

Sim, é fundamental, sim. Tendo em vista que a atitude filosófica e a legítima atividade educativa, via de regra, são indissociáveis, a crítica e a reflexão são essenciais na formação do professor e servem de bússola para situá-lo no âmbito de todo um processo que possa tornar mais eficiente às práticas educacionais.

Mas o que vem a ser o professor reflexivo? Donald Schön afirma que o professor reflexivo seria, pois, aquele profissional que adquiriu o instrumental teórico-metodológico para pensar continuamente sobre sua "práxis", isto é, sobre sua teoria e ação na sua prática docente
Corroborando com a tese do professor reflexivo, encontramos as palavras de Rios (2002), ao assinalar que a docência da melhor qualidade não é a que ensina a ser técnico, a atender os anseios do capital, mas a aquela que se desenvolve no sentido de "compreender e ensinar o mundo". Segundo Paulo Freire, "ensinar exige criticidade", "reflexão crítica sobre a prática", "consciência do inacabamento", "apreensão da realidade", "curiosidade", "tomada consciente de decisões". Resumindo, o ato filosófico e o ato de educar, por serem indissociáveis, tornam-se imprescindíveis ao processo educacional.